Otimismo é do Secovi/SP, estimulado por resultados de mercado na primeira metade de 2009.
A normalização na comercialização de imóveis novos na cidade de São Paulo; e a recuperação dos postos formais de trabalho no setor, em âmbito nacional, foram destacados pelo Sindicato da Habitação (Secovi/SP), ao apresentar, nesta terça-feira, o balanço semestral do mercado imobiliário paulistano, e festejar: “a turbulência acabou”.
Somados aos indicativos do mercado econômico (entre outros, Selic em um dígito; e, em julho, menor variação – 4,5% - da inflação oficial), o ritmo de comercialização e a recuperação de 2,18 milhões de postos formais de trabalho estimulam o Secovi/SP a projetar, para o segundo semestre de 2009, um crescimento de 50% nos lançamentos imobiliários.
Celso Petrucci, economista-chefe e diretor executivo da entidade, é enfático ao projetar o crescimento: “No primeiro semestre, como reflexo de incertezas mercadológicas, agora superadas, houve retração nos lançamentos, mas também ocorreu escoamento dos estoques”, disse Petrucci, e citou como exemplo a Gafisa, que acaba de informar seu desempenho no segundo trimestre de 2009.
“A Gafisa lançou o equivalente a R$ 626 milhões, valor 56% inferior ao lançado em 2008. Contudo, consolidou R$ 835 milhões em vendas, 9% a mais do resultado de igual período do exercício anterior. Temos aí um bom exemplo de que os estoques estão sendo escoados”, acrescentou Petrucci.
O economista diz que o indicador: Vendas sobre Oferta (VSO) apontou ritmo médio (janeiro a junho, 2009) de comercialização de imóveis na casa de 12,8%, e que, quanto maior o estoque, menor o VSO. “Utilizando o atual patamar como projeção, se nos próximos cinco, ou, no máximo, oito meses não ocorresse nenhum lançamento imobiliário na capital, os estoques seriam zerados”.
Em relação a financiamentos, o Secovi/SP projeta que 2009 fechará com R$ 28 bilhões, integralizados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), representando um total de 267 mil unidades.
Volume comercializado até julho equipara a igual período de 2008 - No primeiro semestre de 2009, na capital foram comercializadas 14.368 unidades, resultado superior a igual período de 2006 (13.147 unidades), ano usualmente utilizado pelo Secovi/SP como referência comparativa, uma vez que a entidade considera o biênio 2007/2008 atípico, “com resultados positivos extraordinários”.
Não obstante a base de comparação residir em 2006, o volume de comercialização no primeiro semestre de 2009 praticamente igualou o resultado do mesmo período do “atípico” 2008, que somou 14.430 unidades.
Ritmo de Vendas - O ritmo médio (janeiro a junho, 2009) de comercialização de imóveis, apontado pelo indicador VSO em 12,8%, se situa próximo à média anual apurada em 2008, igual a 13,8%.
Destaque: dois dormitórios - O segmento: dois dormitórios teve participação de 43,8% na comercialização de imóveis novos durante o primeiro semestre de 2009: das 14,4 mil unidades comercializadas, 6.288 têm tal característica.
Financiamentos - O primeiro semestre de 2009 fechou com financiamento para 125 mil habitações, no montante de 13,6 R$ bilhões.
Fonte: www.imoveis.imovelweb.com.br
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